Paraísos artificiais (filme)

Ficha Técnica
Título original: Paraísos artificiais
Elenco: Nathalia Dill, Luca Bianchi, Bernardo Melo Barreto
Direção: Marcos Prado
Gênero: Drama; Romance
Estréia: 4 de Maio de 2012
Duração: 96 minutos (1 hora e 36 minutos)
Indústria Cinematográfica: Nossa distribuidora
Classificação: 5/5



Sabe quando se lê um livro ou escuta alguma história e todos os fatos começam a percorrer de forma cronológica em sua mente? Como se tudo estivesse sendo passado ali, naquele exato momento, daquela forma. Foi exatamente estas sensações que senti, já que quem já esteve, viu fotos, videos ou algo do tipo sobre raves, ao assistir ao longa percebeu que quase não se existe diferenças do que é mostrado no filme com as festas da vida real (como por exemplo, tem uma rave chamada de Universo Paralello que acontece durante a época do reveillon, em alguns anos, aqui na Bahia e vem gente de todo canto do mundo). E para que vocês percebam o quão o drama conseguiu se aproximar da realidade, aqui irei colocar duas imagens para que sejam comparadas.
Foto da rave no filme Paraísos Artificiais


Foto da rave no filme Paraísos Artificiais

Foto tirada na rave Universo Paralello (UP)

Reparem que nas fotos, até mesmo o cenário é parecido, apesar de não serem idênticos. 

Penso que a Nathalia se encaixou perfeitamente em seu papel, assim como os outros personagens e conseguiu me surpreender bastante por transparecer naturalidade a cena, como se o filme fosse um documentário e tudo ali não estivesse sendo filmado mas sim que houvesse acontecido. O quão realista é o longa, em relação ao novo século em que se está vivendo, meio a tantas inovações e adaptações como os novos modos de pensar, a capacidade do ser humano de aprender a conviver com o que é diferente de si (não somente de opção sexual, mas as mudanças nas crenças religiosas, o mundo das drogas, do agir, pensar, os diversos tipos de família e tantas outras coisas que nem se imaginava existir em um passado). 
Mostra uma realidade de pessoas "naturalistas", que gostam de manter o contato com a natureza, de novas descobertas, de defender as suas ideias, aproveitar a vida, etc. Não me entendam mal, com esta classificação não quero dizer que ser naturalista é de uma etnia ou algo do tipo, mas sim de uma tribo. Como a tribo das famosas "patricinhas", dos rebeldes "rockeiros", etc. É um jeito de ser, mas que nem muitos conhecem. Espero que não sejam juízes do meu ponto de vista, afinal como declaro, não o achei em nenhum dicionário e não afirmo que a minha descrição esteja totalmente correta. 
O enredo consegue ser totalmente contagiante. A história envolve problemas que acontecem no mundo, como sendo as drogas um foco principal, em meio a um romantismo exacerbado e sofredor. A trilha sonora (obviamente) foi perfeita, principalmente por terem conseguido achar músicas eletrônicas que transmitiam  a emoção vivenciada no momento pelos personagens, sem ter aqueles efeitos sonoros, o que acho fundamental.
Gostei também da produção que foi extremamente excelente, mostrando a realidade, que existem diversos tipos de drogas que os jovens utilizam e não somente as conhecidas pela sociedade. As pinturas corporais em neon, o "não ter opção sexual" e muitas outras coisas que acontece durante estas festas. A fotografia também foi muito bem escolhida, por ser a foto da rave sendo mixada a foto dos personagens, que tem a mesma tonalidade do céu.

Comentários

TB disse…
A Nathalia é uma ótima atriz né? Adoro o trabalho dela!
Ainda não assisti esse filme para poder comentar.
Beijo,
Nic
Anna F disse…
Ela é maravilhosa! Eu também gosto muito… Espero que tenha gostado da resenha, assista e depois venha me dizer o que achou :) beijão, nic!

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